Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 26/10/2020

A bioética na biotecnologia

A biotecnologia é uma área de estudo que desenvolve técnicas aplicadas à biologia com o intuito de manipular organismos, gerando produtos utilizados em diversos setores da sociedade. O uso dessa tecnologia na área da saúde tem, por vezes, infringido a bioética. Há vários pontos que são discutidos que questionam o limite entre a necessidade e o egoísmo para a realização de certos procedimentos com seres vivos como:  A utilização de testes em animais e a fertilização in vitro.

Há muito sabe-se do uso de animais como cobaias em pesquisas científicas. Em 2008, foi aprovada a Lei Arouca que define parâmetros para o uso de animais em experimentos. Apesar de possibilitar inúmeros avanços como a descoberta de terapias, procedimentos cirúrgicos e medicações, a desaprovação da população tem gerado a busca por métodos alternativos na tentativa de evitar o seu uso indiscriminado.

A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida que foi desenvolvida para que casais considerados inférteis pudessem gerar seus descendentes. Além disso, atualmente tornou-se possível a de escolha dos caracteres do futuro filho(a). Isso pode ser considerado uma forma de eugenia que é reprovada pelo Conselho de Medicina e que parece favorecer a mercantilização do processo. “Escolheremos todas as características dos nossos filhos?” foi o título de uma reportagem da revista Veja que expõe o que antes seria probabilidade agora pode ser uma certeza disponível como serviço.

Diante do exposto a biotecnologia proporciona inúmeros avanços para a sociedade. No entanto deve ser direcionada dentro dos limites da bioética. Faz-se necessário a fiscalização frequente por parte dos comitês de ética através da criação de protocolos e normatizações e sua aplicação nos centros de pesquisa como também a reafirmação dos valores sociais para a população por meio da educação crítica pelos centros formadores.