Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 26/10/2020
A biotecnologia, em seu sentido mais amplo, compreende a manipulação de microorganismos, plantas e animais, com vistas à obtenção de processos e produtos de interesse para a sociedade. Já a ética é definida como um conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros na sociedade em que vive, garantindo, igualmente, o bem-estar social amplo perante uma sociedade.
Sob o viés histórico, no século XIX, a teoria da seleção natural, proposta por Charles Darwin, apresenta que o organismo mais apto conseguiria sobreviver e teria mais chances de reproduzir-se, preservando, assim, as variações úteis para cada espécie. Portanto destaca-se que a biotecnologia é uma das principais responsáveis pela forma de vida durante os séculos, a influência atua com remédios, vacinas e entre outros meios cabíveis na medicina, como por exemplo, a clonagem genética.
Ademais, alguns fatores biológicos interferem negativamente. Ao surgir um crescente uso de produção de bens para consumo humano, pode ser ocasionado o drástico aumento no desmatamento, havendo a liberação de organismos geneticamente modificados (OGM) no meio ambiente natural, com a capacidade de gerar até a eliminação de uma espécie. Deste modo, a ética tem responsabilidade ambiental, pois envolve a melhoria na qualidade de vida coletiva, preocupando-se com as gerações futuras, assim divergindo diretamente com a biotecnologia.
Portanto, diante do exposto, cabe à Organização das Nações Unidas, promover reuniões internacionais para discutir limites jurídicos, culturais e morais das modificações genéticas, por meio de representantes de todos os países do mundo e professores especializados no assunto. Esse item tem como objetivo estabelecer o equilíbrio entre a Biotecnologia e a Ética com a ajuda de indivíduos atuantes das decisões globais. Assim, o mundo poderá superar esse problema.