Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 26/10/2020
O conceito de “Bioética” foi estabelecido em 1985 como uma ferramenta nas ciências da vida voltada para questões sem consenso moral, desde então a humanidade tem evoluído rapidamente no campo da biotecnologia. Porém, progresso não significa progresso quando é necessário superar desafios do passado novamente, atrasando o trabalho de novos.
Em primeiro lugar, a falta de respeito pela diversidade ameaça o avanço da biotecnologia, o que significa que há um desequilíbrio entre a ciência e a humanidade. A bióloga Jennifer Doudna, criadora da ferramenta de edição genética CRISPR-Cas9, expõe o perigo de modificar o DNA com uma atitude hegemônica, ou seja, editar certas características consideradas “melhores” para homogeneizar a humanidade. Assim, com base em experiências anteriores como na Alemanha nazista em 1940 e sua propensão a usar um “filtro hegemônico” em favor da “raça ariana”, assume-se que o desrespeito à diversidade é um dos impasses de formação de opinião.
Os desafios de conciliar ética e biotecnologia tendem a se tornar tabu na sociedade, enquanto as primeiras questões da bioética permanecem urgentes. Consequentemente, a evolução científica é retardada por não abordar rapidamente e não resolver os problemas éticos e morais que atualmente abordam as questões genéticas estudadas pela biologia molecular, como a transgenologia humana para a saúde, a modelagem genética em agronomia para alimentos e a clonagem de animais.
Em conclusão, os desafios bioéticos gerados pela biotecnologia ainda são pouco discutidos e não serão e não serão abordados até que a humanidade tenha superado com sucesso seu impasse moral subjacente. É necessário, portanto, criar fóruns e esforços conjuntos, promovidos por centros de educação científica que efetivamente ensinem ética nas cidades e comunidades, para moralizar a convivência humano-habitat e promover o progresso tecnológico nas questões atuais, exigindo urgência.