Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 26/10/2020
Primeiramente, a biotecnologia é a área de estudo que pesquisa e projeta seres modificados em laboratório, com o objetivo de ajudar e evoluir várias partes na sociedade. O termo é recente, porém isso já era praticado a mais de 4.000 anos atrás, quando eles começaram a produzir, por exemplo pão e vinho, que se faz com a fermentação de microrganismos. O único fator que se diferencia é que no passado a sociedade não sabia como que acontecia. Mas, hoje em dia é tão conhecido que causa uma discussão, se deve ou não ser usada.
Na sequência, pode-se perceber o porquê isso é tão discutido, por um lado o país evolui na área da tecnologia, mas pelo outro traz muita responsabilidade nas modificações, um pequeno erro pode trazer uma grande consequência para a saúde. Então deve ser bem usado e bem pensado.
Entretanto, o problema é como esse grande conhecimento está sendo usado. A biotecnologia é o uso de modificações que precisa de cuidado e atenção, porque é por ela que é feita a reprodução artificial, o uso de células troncos, entre muitos outros. O cientista deve observar os limites dessas ações, limites esses que determina o quão ético é o procedimento. Segundo a opinião de Renata Rocha, doutoranda em Filosofia do Direito pela PUC-SP, o uso de fertilização in vitro por casais que não teriam qualquer problema em ter filhos, apenas para escolher a cor dos olhos do filho e tentar garantir a ele uma vida saudável, é um tipo de tecnologia que ultrapassa os limites da ética. Isto é apenas um exemplo do que não seria ético, montar um design do próprio filho sem saber o que ele quer.
Portanto, a biotecnologia e a ética precisam andar juntas, e para isso deverão ter normas de segurança, que indicam o que deve e não deve ser feito. Tudo isso feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), juntamente com o Conselho de Ética Pública. Trazendo assim maior segurança para a sociedade.