Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 26/10/2020
Após o desenvolvimento tecnológico da terceira revolução industrial, a modernidade se expandiu para várias áreas, entre elas, o desenvolvimento biotecnológico. Dessa maneira, é razoável afirmar que esse processo tem um efeito positivo sobre o ser humano, pois os avanços da medicina e da agricultura permitiram aumentar a expectativa de vida das pessoas e aumentar a produtividade agrícola. No entanto, apesar desses avanços, a biotecnologia ainda enfrenta muitos desafios de conciliação com a ética, devido ao possível nível de comportamento genético invasivo dos procedimentos e ao impacto social e ambiental de ações descuidadas.
Primeiramente, é necessário destacar que as possibilidades de atuação da engenharia biotecnológica são, principalmente, mais ricas no campo da genética, por isso é necessária mais atenção, o que é um fator na definição da ética. Nesse sentido, a exemplo de alterações mais invasivas, segundo o site “Biologia para Biólogos”, a ferramenta CRIPR-Cas9 pode permitir que certas espécies sofram adulteração do genoma - é o que tem sido adotado no melhoramento genético de plantas, ou seja, uma pessoa tem a hipótese de que, em curto prazo, ela pode alterar as características do genótipo do embrião, como escolher a cor dos olhos do futuro feto. Portanto, é polêmico que os procedimentos acima interfiram no comportamento e nas características naturais dos seres vivos, o que pode ser prejudicial ao equilíbrio ambiental. Portanto, o comportamento ético é moralmente diverso e avalia, felizmente, situações que não estão em conformidade com os valores humanos e podem entrar em conflito com a biotecnologia.
Em vista disso, as Nações Unidas têm a responsabilidade de promover conferências internacionais por meio de representantes do mundo e professores especializados no tema para discutir os limites legais, culturais e morais do melhoramento genético. Este projeto visa estabelecer um equilíbrio entre biotecnologia e ética com a ajuda de tomadores de decisão globais. Deste modo, o mundo pode superar esse problema.