Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 30/10/2020

Aluna: Maria Alice Rezende do Vale Em que medida o conhecimento tecno-científico segue No documentário “O dilema da rede social”, é relatado a dificuldade que os criadores das maiores plataformas digitais do planeta tem de estipular o que é ético, e o que não é, e também a maneira que a tecnologia vem tomando conta dos indivíduos do mundo contemporâneo. A realidade contada no documentário é refletida no cotidiano de muitas pessoas que trabalham com a tecnologia e observam seu enorme crescimento diariamente. Assim como muitos cientistas que utilizam essa nova ferramenta no dia-a-dia percebem a dependência da ciência sob esse método de acelerar e aprimorar suas pesquisas. Entretanto, quanto mais essa grande máquina se desenvolve e ganha um maior papel na sociedade, torna-se mais difícil de estipular limites éticomorais em sua utilização. De fato, o ser humano está sempre em processo de evolução, e, normalmente, adquire novas habilidades com o passar de décadas. Porém, ao se comparar o ritmo do desenvolvimento das novas habilidades humanas com a rápida criação e crescimento do mundo técno-científico, pode-se observar uma grande diferença entre os espaços de tempo. Nesse sentido, o cérebro humano não está apto a receber a quantidade de informações que recebe atualmente, por meio de dispositivos tecnológicos. Desse modo, torna-se evidente a dificuldade de delimitar um princípio de ética e morais relacionados a esse meio tão pouco conhecido. Ademais, é válido salientar que no meio científico, a principal meta é aprimorar o que temos hoje e pesquisar para adquirir novos conhecimentos, e poucas vezes o bem-estar da fauna e da flora, assim como os princípios do ser humano, importam. Tal comportamento já foi observado pela parte mais politizada da sociedade, que vai contra qualquer ação anti-ética da parte dos cientistas. Como exemplo disso, pode-se citar empresas que optaram por parar de realizar testes dos seus cosméticos em animais, e colocam a imagem de um coelho em suas embalagens, que é uma espécie guarda-chuva, termo da biologia referente a espécies que representam outras milhares por serem mais atraentes ao olho humano. Todavia, grande parte das pesquisas na área de saúde, como o desenvolvimento de vacinas, é necessário que sejam feitas pelo sangue animal e testada em humanos, antes de serem comercializadas, o que causa uma discussão sobre quais seriam os princípios éticomorais no conhecimento técno-científico. Logo, urge que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, juntamente com o Ministério da Educação intervenham, por meio de palestras educativas, na conscientização da população sobre esse novo mundo tecnológico e cientifico, para que possam formar suas opiniões e desenvolverem suas problemáticas acerca do tema, para que discutam maneiras de resolver o problema. Dessa maneira, com o passar dos anos, os indivíduos já terão desenvolvido princípios éticomorais aplicáveis ao conhecimento técno-científico, o que criará limites na sua utilização, que tornará o cérebro humano apto ao seu pleno aproveitamento.