Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 09/11/2020

Com a terceira revolução industrial, em meados do século XX, houve um aprimoramento dos meios de produção, novos avanços tecnológicos e científicos na indústria além de expansão de novas áreas, como a Biotecnologia. Entretanto, a Biotecnologia possui diversos desafios de conciliação com a Ética, devido às ações genéticas invasivas dos procedimentos e os impactos ambientais e sociais de ações bruscas.

Em primeiro plano cabe analisar os impactos ambientais causados pela alteração genética. Um exemplo é a ferramenta CRISPR-Cas9 para a edição genética, podendo alterar características dos genótipos de um embrião. É preciso analisar os efeitos colaterais dos avanços, uma vez que, a engenharia genética passou a ser usada para selecionar as caraterísticas de seres que ainda não nasceram. Os procedimentos citados interferem no comportamento e nas características naturais do ser vivo, o que pode ser prejudicial ao equilíbrio ambiental.

A princípio, a falta de respeito à diversidade põe em risco os avanços da biotecnologia, o que implica um desequilíbrio entre ciência e humanidade. Logo, a vida humana e a ética estão sendo desrespeitadas e a ideia de “banalização do mal” proposta pela socióloga Hannah Arendt  é confirmada, visto que ao modificar a forma de um alimento sem estudar seus efeitos no homem, por exemplo, o indivíduo pode ser acometido por alguma modificação genética irreversível.

Dessa forma, entende-se que, para solucionar os problemas de conciliação da ética e biotecnologia é indispensável que o Poder Legislativo redija leis mais rígidas de fiscalização de pesquisas na área genética, impondo punições severas aos transgressores, a fim de evitar atitudes impróprias. Assim, será possível buscar o avanço biotecnológico sem ferir os preceitos éticos e morais da população.