Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 16/11/2020

No filme “O Capitão América”, narra a história do personagem Steve Rogers, o qual possui o sonho de servir o país, mas o porte físico e histórico médico contrariam seu desejo. Posteriormente, é descoberto pelo Dr. Erskine, sendo utilizado de cobaia para um projeto promissor em prol da vitória na Segunda Guerra Mundial, o Supersoldado. É transformado em uma arma humana, com a modificação da estrutura corporal, consequentemente tornou-se mais forte e também obteve o poder da cura, graças ao soro injetado durante o experimento. Nesse contexto, apesar de ser uma ficção, com o avanço da ciência é possível que isso se torne realidade, as mudanças genéticas existentes no ramo da Biotecnologia possui seus benefícios, mas certas vezes ultrapassam os limites da ética e da moral.

Em razão disso, convém lembrar os tratamentos de células troncos que são realizados em clinicas e hospitais capacitados, estes consistem no processo de aplicação diretamente na corrente sanguínea do paciente, com a finalidade de estimular o sistema imune e formar células especializadas, método utilizado geralmente para combater o câncer, mal de Parkinson, mal de Alzheimer, doenças degenerativas e cardíacas. Nesse viés, é possível notar a eficácia do uso da Biotecnologia para a sociedade, em beneficio de descobertas de novos tratamentos e prevenção de doenças.

Por outro lado, existe a utilização de forma antiética da Biotecnologia, sendo até mesmo utilizado para modificar geneticamente seres humanos, de maneira antiética. A exemplo disso, o famoso caso do cientista chinês que em 2018 anunciou o nascimento de gêmeas com o DNA modificado para que pudessem resistir ao vírus da Aids que o pai havia contraído. Inicialmente, a ideia parece ser promissora, entretanto a vida dessas crianças podem sofrer complicações futuras, visto que possuem um novo código genético  capaz de desenvolver uma possível doença autoimune, atacando as próprias células, além de promover uma nova linhagem humana, uma vez que modificam geneticamente o embrião. Posto isso, é notória a falta de estudos e pesquisas que asseguram a confiabilidade desses procedimentos, sem a garantia de que não causam mutações imprevisíveis.

Portanto, para haver a conciliação da Biotecnologia e a Ética, é necessário utilizar desses estudos e procedimentos de forma adequada, segura e de acordo com os costumes e princípios morais vigentes no Código de Ética. É necessário, por parte dos órgãos responsáveis, como por exemplo a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNbio), agir de forma correta, isto é, a manipulação de organismos vivos para a geração de produtos aplicados na saúde, com segurança e promovendo benefícios para o corpo social brasileiro. Ademais, por parte da Justiça, aplicar reclusões naqueles que usufruem de má fé desses recursos.