Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 13/11/2020
Fundador da escola francesa de sociologia, Émile Durkhein via a sociedade como um corpo, no qual cada órgão tem sua função e depende dos outros para sobreviver. Dessa forma, torna-se fundamental discutir sobre os desafios para a conciliação da biotecnologia e da ética, sendo representados pelo uso de seres vivos e pela negligência do governo. Essas refletem um contexto complexo e preocupante, uma vez que inibe o processo de homeostase desse corpo social.
Em consonância com o Monge Takuan da obra “Vagabond”, ao olhar para uma árvore o indivíduo torna-se incapaz de ver toda a floresta. Sob esse mesmo plano, o campo biotecnológico encontra-se incapaz de ver toda a floresta, posto que ainda visa apenas o avanço e não o avanço concomitante a ética. Isso se afirma, pois no ano de 1955 foi anunciada a primeira para crianças contra a poliomelite de 200 mil crianças, das quais 20% contraíram a poliomelite citando as que tiveram sequelas e que foram a óbito.
Paralelamente a isso, tem-se a atitude do governo como um fator limitante para a atenuação desse cenário, tendo em vista a sua negligência. Tal fato torna-se preocupante, porquanto segundo a Constituição Federal de 1988 o indivíduo possui direito a saúde, todavia atualmente esse é um direito que serve apenas para alguns. Confirmando o fato, o site “Poder 360” publicou uma matéria dizendo que um jovem morreu em outubro deste mesmo ano.
Diante do exposto, para garantir uma conciliação entre a biotecnologia e a ética é preciso adotar medidas. Para isso, cabe ao Governo Federal junto ao Congresso Nacional promoverem essa conciliação por meio da criação, execução e fiscalização de leis que impeçam o uso e seres vivos e experiencias que venha ferir a vida de alguma forma, com o intuito de garantir ao indivíduo o seu direito previsto pela constituição e melhores condições de vida. Dessa maneira, torna-se-a possível retornar para o estado de homeostase.