Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 16/11/2020

Em 1997, era apresentada ao mundo a ovelha Dolly, o primeiro animal clonado existente. Desde aquele ano, com o avanço da biotecnologia, além dela, vários outros animais passaram pelo mesmo procedimento. No entanto, juntamente com esse desenvolvimento, surgiram questões relacionadas à novidade que é essa ciência, visto que grande parte desses animais clonados possuem um tempo de vida curto, e a falta de ética apresentada em determinados casos. Nesse caso, é necessária a melhor análise das complicações que constituem esse quadro.

A priori, desde a Revolução Industrial, o mundo é cenário de desenvolvimentos nas áreas relacionadas, principalmente à ciência e tecnologia, entretanto, como tudo é muito recente, não se sabe ainda se todos os benefícios advindos com tal revolução, causarão sempre resultados positivos. Hodiernamente, o Brasil é o segundo maior país produtor de alimentos transgênicos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA). Além dos benefícios econômicos provenientes dessa tecnologia, não se sabe muito a respeito dos possíveis impactos sobre a saúde humana, que continua consumindo. Dessa forma, a questão relacionada a biotecnologia se perpétua.

A posteriori, os limites do que a ciência pode ou não fazer ainda não é algo democraticamente estabelecido. Cita-se a Segunda Guerra Mundial, em que os nazistas utilizavam dos judeus e minorias como cobaias para seus experimentos genéticos, na busca por uma “raça pura”. Tal acontecimento deixou profundas marcas na sociedade difíceis de serem superadas, já que não se sabe até onde os cientistas estariam dispostos a chegar para proporcionar futuros benéficios à ciência. A ausência de legislações relacionadas ao assunto não põe um limite até onde é considerado um comportamento ético. Assim, justifica-se o receio para com as novas tecnologias.

Dessa forma, conclui-se os desafios relacionados a conciliação entre a biotecnologia e a ética. Assim, é vantajoso que o Poder Legislativo, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, proponham novas leis que regulem as inovações advindas com a biotecnologia, que não violem os direitos humanos, já que em uma cenário de criação de cada vez mais tecnologias, essas, por serem novas, ainda não possuam algo que controle até que ponto são consideradas morais. Destarte, a problemática será resolvida.