Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 16/11/2020

Criada pelo engenheiro húngaro Karl Ereky em 1919, a biotecnologia é a área de estudo e desenvolvimento de seres modificados em laboratório com o intuito de promover o aprimoramento de técnicas em vários setores da sociedade. Em contrapartida, seres modificados são vistos como antiéticos e com repulsa por contrariarem a natureza de seus indivíduos. Nesse contexto surgem desafios que devem ser superados para que uma sociedade melhor seja alcançada.

Primeiramente, cabe ressaltar que dentro do campo da biotecnologia, a clonagem surgiu como meio de pesquisa para fins que variam da melhoria das linhagens de gado ao desenvolvimento de medicamentos para doenças humanas. De acordo com o professor José Roberto Goldim, o caso da ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado no mundo, gerou inúmeras polêmicas a respeito do procedimento ser considerado uma ameaça contra a dignidade humana. De mesmo modo, países como o Brasil estabeleceram medidas jurídicas para impedir que esse processo seja realizado em humanos.

Segundo a empresa espanhola Iberdrola, as inovações em biotecnologia lideram o combate contra a pandemia do coronavírus. Ademais, a biotecnologia é também responsável por um papel crucial na sociedade do futuro para a prevenção e contenção de possíveis agentes patogênicos. Assim sendo, o avanço na biotecnologia é de suma importância para se alcançar um país desenvolvido.

Em virtude dos fatos descritos, evidencia-se que devem ser tomadas medidas a fim de desmitificar o tabu sobre a biotecnologia. O Estado deve investir em políticas que visem a aprimoração e o desenvolvimento das áreas biotecnológicas, como o processo de purificação da água e desenvolvimento de novos medicamentos por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Desse modo será possível assegurar a conciliação da biotecnologia e a ética para a população com intenção de alcançar um país tecnológico e desenvolvido.