Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 12/11/2020
São muitas as áreas que se desenvolvem a partir da Biotecnologia, como os setores agrícolas, a área da saúde e medicamentos. Contudo, para que tais evoluções acontecessem, foi necessário a realização de diversas pesquisas e diversos experimentos para chegar aonde chegou. Nesse sentido, para a garantia da segurança e integridade dos realizadores e dos colaboradores de tais avanços, é necessário que haja a prática da bioética, que em seu conceito é a relação entre as Ciências Biológicas,da Saúde, Filosofia, e Direito que investiga as condições necessárias para uma administração responsável da Vida Humana.
Nessa perspectiva, cabe ressaltar que mesmo estando no dia a dia de todos, a Biotecnologia acaba passando despercebida por todos. Para exemplificas, ela se faz presente em muitas áreas da sociedade, como alimentação e saúde. Além disso, todos os avanços demandam experimentos, que muitas vezes exigem “cobaias”, que devem ser resguardados e respeitados dentro das leis da ética.
À vista disso, pode-se evidenciar que leis como a Lei 11.105 já foram criadas com o intuito de garantir a aplicação da bioética nas áreas biotecnológicas, com diretrizes como o estímulo ao avanço científico de acordo com as regulamentações da ética e da moral, promovendo proteção à vida e à saúde humana. No entanto, a aplicação da mesma não é 100% eficaz, o que ocasiona situações como fraudes em pesquisas, processos sem consentimento de pacientes e desrespeito com profissionais.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações realize ações concretas que implementem corretamente a legislação em todos os campos de pesquisas e avanços biotecnológicos. Ademais, a necessidade de investimento nas áreas de biossegurança e bioética é de extrema relevância para a implementação da ética em pesquisas, estudos e no cotidiano, para evitar situações desrespeitosas e que agridam a integridade das pessoas.