Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 13/11/2020
Atualmente a biotecnologia está sendo utilizada em grande escala como auxílio para a produção de transgênicos, ou seja, produção de organismos geneticamente modificados. Todavia, potencializa-se a produção de vacinas, fármacos e produtos industriais que ilustram o progresso da genética vinculada a tecnologia. Portanto, a relação firmada entre os organismos vivos e a tecnologia tem gerado obstáculos éticos, já que as reflexões como, as consequências para a condição humana e a relação entre o meio ambiente e o indivíduo corroboram para os desafios da conciliação entre a biotecnologia e a ética.
A priori é necessário analisar que as mudanças ocasionadas com a união dos avanços tecnológicos com a essência humana podem afetar diretamente na condição humana. Logo, uma vez que utilizam de procedimentos genéticos a fim de promover às pessoas algo que é questionável eticamente, como, por exemplo, o poder dos pais em escolher a cor dos olhos e do cabelo dos filhos, através do uso da tecnologia promovendo a modificação genética. Sendo assim, é notório possíveis ocorrências de conflitos de identidade, pois com o uso da indiscriminado da biotecnologia pode desencadear a seleção de bebês com características alteradas geneticamente, interferindo assim no comportamento psíquico dos cidadãos.
A posteriori, o advento da biotecnologia em relação ao meio ambiente proporciona a melhora na eficiência da produtividade. Entretanto, na relação entre os indivíduos e o meio ambiente pode se tornar fator negativo, pois a crescente utilização na produção de bens para consumo influencia indiretamente no aumento do desmatamento e na liberação de organismos geneticamente modificados (OGM) no meio ambiente com o potencial de gerar grande impacto na fauna e na flora. Desse modo, a ética questiona a responsabilidade ambiental da sociedade, pois envolve a melhoria na qualidade de vida coletiva evidenciando a preocupação com as futuras gerações.
Posto isso, é evidente a necessidade da aglutinação da ética e da biotecnologia em prol de uma conciliação a fim de prevalecer a harmonia científica e social. Assim, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve intervir diante de tal impasse, por meio da formação de debates com os líderes dos países dispostos a mudar essa realidade de confronto entre a biotecnologia e a ética, propondo projetos que se tornem viáveis o desenvolvimento dos países, porém mitigando a exploração exacerbada da natureza. Contudo deve estar associado a sustentabilidade, promovendo maior segurança e proteção ambiental, preservando o ponto de vista ético.