Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 14/11/2020
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida”, vivida no século XXI. Os desafios para a conciliação da biotecnologia e a ética refletem essa realidade, uma vez que persistem influenciados pela falta de informação destinada a população, como por exemplo os benefícios gerados na produtividade e a diminuição dos custos dos alimentos transgênicos. Além disso, as consequências negativas geradas aos humanos e a natureza são um dos principais fatores que intensificam esses desafios.
Primeiramente, vale ressaltar uma das principais causas desses desafios, que é a escassez de informação apresentada ao público. Isso traz como consequência diversos grupos de pessoas que se recusam a aceitar a biotecnologia, alegando que são desnecessários, não promovem nenhum benefício e vai contra os valores sociais impostos pela sociedade brasileira, que gera uma “guerra ideológica” daqueles que querem e não a modificação genética.
Outrossim, é importante salientar que, devido a modificação genética, muitos efeitos negativos foram direcionados à natureza e aos seres humanos. Isso ocorre através do desmatamento realizado para a produção de tais alimentos e a liberação dos alimentos geneticamente alterados no meio ambiente. Ademais, os seres humanos também sofrem com tais alimentos, uma vez que os cientistas apontam riscos como o aumento de substâncias tóxicas, alergias e resíduos de agrotóxico no organismo.
Em virtude dos fatos mencionados, é mister que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informe a população sobre os benefícios de usar os alimentos transgênicos, como o aumento da produtividade e a diminuição dos custos com a produção, por meio de investimentos em palestras e propagandas, como também, é necessário investir capital em novas pesquisas que visem o aperfeiçoamento da biotecnologia, para que não prejudique a saúde humana e a natureza.