Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 16/11/2020
Segundo o filósofo Sartre, cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da biotecnologia e a ética, em virtude das inúmeras possibilidades de resultados possíveis na saúde e dos possíveis subornos concedidos para alterar ou atrasar certos resultados.
A globalização está fazendo a tecnologia avançar cada dia mais, e um desses avanços é visível na área da saúde, na produção de vacinas, remédios e tratamentos para as diversas doenças já existentes, o que acaba por ajudar a sociedade e aumentar a qualidade de vida da população. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil a varíola e a poliomielite foram erradicadas pela vacinação da população.
Todavia, apesar de os avanços tecnológicos no ramo da saúde estarem ajudando a população, em um mar de possibilidades de tratamentos e alterações, a ética de alguns profissionais fica abalada devido ao suborno que muitas vezes é oferecido para as mudanças agradarem o paciente, como por exemplo, a alteração genética que muda a cor dos olhos do bebê, ou a alteração dos alimentos, que acaba por afetar a saúde do indivíduo que consumir no final.
Portanto, a falta de ética na biotecnologia representa uma ameaça que afeta não apenas os indivíduos diretamente envolvidos como a todos os cidadãos que, indiretamente, também figuram como vítima do seu legado. Assim, é necessário que o governo utilize do meio judiciário para fiscalizar a atuação dos médicos e biotecnólogos, para que se torne mais fácil a visibilidade de atos que contrariem a ética, e assim, se torne mais simples diminuir as consequências ruins de tais atitudes.