Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 16/11/2020
A bioética é uma necessidade social de dar sentido moral à multiplicidade das práticas humanas, sem o qual tais práticas parecem destinadas à confusão da anomia. Com efeito, a correta utilização dos avanços da medicina podem possibilitar a correção de genes defeituosos do embrião, ou até mesmo a identificação de doenças genéticas onde pode-se prever o tempo de vida de uma pessoa, entre outros benéficos.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o sequenciamento do genoma humano, em 2003, disponibilizou o código de duas mil doenças, possibilitando o seu reconhecimento. Um estudo realizado por Showkhart Mitalipov, nos Estados Unidos da América, descreve uma técnica que foi utilizada para a neutralização do gene MYBPC3, ligado a cardiomiopatia, onde foi realizado o corte da sequência ‘‘doente’’, além da implantação de uma sequência sintética de DNA saudável. Em suma, essa técnica mostra um beneficio da modificação genética, que hoje em dia é limitada pela bioética.
Em 1997, a ovelha Dolly foi o primeiro mamífero clonado, apesar de ser uma cópia perfeita ela enfrentava uma série de problemas de saúde e acabou por falecer sete anos mais tarde, e acabou sendo a principal forma de argumento de quem é contra a manipulação genética. Contrapondo, o filosofo Alemão Kant e as suas formas de conhecimento como o juízo sintético, ou seja, a forma de conhecimento insegura, onde o predicado altera o sujeito. Visto isso, a disseminação de falsas verdades acarreta num atraso sem precedentes.
Portando, é imprescindível que haja uma conscientização populacional quanto as questões genéticas. Para tanto, universidades e escolas devem produzir um manual, em forma de folheto, com os detalhes de como é realizada uma modificação genética , e os seus possíveis benefícios no intuito de clarear o tema para a população com uma linguagem acessível. Além disso, combater na mídia qualquer notícia falsa sobre o tema.