Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 13/11/2020
De acordo com o sociólogo Durkheim, a sociedade funciona como um corpo biológico, pois, assim como este, é formada por partes que interagem entre si. Nesse contexto, fica claro que, ao mesmo modo de um organismo, o corpo social precisa de que todas as suas partes funcionem em harmonia para não entrar em colapso. Contudo, é preciso admitir que a conciliação da Biotecnologia e a Ética passa por muitos desafios no Brasil, por isso, faz-se necessário o debate sobre a aplicação dos direitos constitucionais e a implementação de medidas efetivas para reverter tal cenário.
É perceptível que, no caso do Brasil, a questão da aplicação constitucional esteja entre as causas do problema. De acordo com Aristóteles, a justiça deve ser utilizada para que, por meio da aplicação plena das leis (as quais devem prezar as virtudes éticas), o equilíbrio seja alcançado no meio social. O avanço da indústria farmacêutica e do agronegócio tenta justificar o uso excessivo dessas tecnologias. A falta de restrição significa a inversão do processo natural da espécie. A princípio, a falta de respeito pela diversidade coloca em risco o desenvolvimento da biotecnologia, o que significa um desequilíbrio entre ciência e humanidade.
Em conformidade com Max Weber, as experiências pessoais influenciam mais nas ações dos indivíduos do que as regras gerais. Ao seguir esse pensamento, observa-se que tornou-se óbvio que a natureza gradualmente substitui a mão de obra e a moralidade substitui a produtividade, trazendo consequências irreparáveis ao meio ambiente e à humanidade, que lutam para que no futuro a natureza e as próximas gerações não sejam prejudicados.
Portanto, diante de todos os fatos expostos, é de extrema importância atitudes que visam soluções para o impasse. Sendo assim, cabe ao Ministérios da Ciência e Tecnologia,da Educação e da Saúde, investir em um desenvolvimento da consciência e da moralidade, além de revisar as regras atuais e agregar novas regras para mudar o paradigma atual, que afeta diretamente a saúde pública e o conhecimento, para que, no futuro o Brasil seja um país mais desenvolvido socialmente.