Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 16/11/2020

É sabido que o ser humano consome mais do que produz, comprovando a citação de Albert Einstein, de que a tecnologia excede a humanidade, sendo um importante indício de que jamais houve relação harmoniosa entre o desenvolvimento promovido pela ciência e os valores éticos e humanitários. A biotecnologia traz enormes benefícios à agricultura, no entanto a falta de ética de alguns, visando apenas o lucro vem causando problemas, como a criação genética, uma vez que não é possível controlar os efeitos da disseminação de organismos geneticamente modificados no ambiente; Alimentos transgênicos podem causar alergias, desequilíbrio de ecossistema, devido ao fato de não ser uma coisa natural.

De acordo com o escritor e bioquímico, Isaac Asimov, “o aspecto mais triste da vida de hoje é que a ciência ganha em conhecimento mais rapidamente que a sociedade em sabedoria”, frase esta que pode ser relacionada ao uso incorreto da biotecnologia, que  quando mal manejada, poderá liberar organismos vivos geneticamente transformados no ambiente e ameaçar o equilíbrio ambiental e a saúde de pessoas e de animais.

Os produtos modificados geneticamente  são consumidos por homens e animais, desde os primórdios,  riscos nas manipulações genéticas existem, mas são controláveis nas fases prévias à sua liberação para uso público. Não são, portanto, riscos provenientes da sua aplicação regulamentada e sim do manejo inadequado dos produtos dali resultantes.

Em vista dos argumentos apresentados, conclui-se que, para evitar que a eventual má criação se multiplique e se propague no ambiente e prejudique a saúde dos seres vivos, utilizar mecanismos de proteção contra os potenciais malefícios da transgenia é essencial, investindo na Comissão Técnica Nacional de Biosegurança, que preza zelar pelo correto manejo da biotecnologia.