Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 12/11/2020

Após um grave acidente de trânsito que deixa toda a sua família morta, William, sobrevivente e um renomado neurocientista, com o intuito de trazê-los de volta à vida, decide, utilizando seu meio de trabalho, infringir quaisquer leis que coíbam atitudes do gênero e, usá-los como cobaias de seus estudos. Com o fim do filme temos os já esperados problemas: questões ligadas ao livre-arbítrio, a ética por trás de específicas condutas e afins. Contudo, é importante discutir a respeito de temáticas como a pelo filme (Cópias) apresentadas, tornaram-se, com o altíssimo avanço da Biotecnologia, de extrema importância para o campo ético por nós criado.

Primeiramente, é preciso que não haja dúvidas em crer que não é de hoje que questões relativamente semelhantes essas espreitam inúmeros e importantes debates em nossa sociedade. Os filósofos ingleses Jeremy Bentham e J. S. Mill, por exemplo, árduos defensores do movimento denominado Utilitarismo, expressaram, já no século XVIII, a ideia da felicidade em seu maior valor possível quanto às práticas exercidas no mais geral dos acontecimentos; grosso modo, a relação entre o bem e mal dos atos humanos. Nessa perspectiva, concluir que possíveis modificações genéticas e reproduções artificiais com o intuito de tornar o indivíduo isento de problemas que possivelmente seriam por ele desenvolvidas.

Em contrapartida, é evidente que cada vez menos questões relacionadas ao suposto bem supremo não estejam tão em voga como necessariamente deveriam estar. É de se imaginar que num país em que há milhões de pessoas que não têm sequer o que comer, pouco importariam os mesmos famintos para o enriquecimento do debate; é ao menos o passível de se concluir: uma vez que a abordagem do alcance dos teóricos benefícios de toda a Biotecnologia torna-se “palpável”, “bastante majoritariamente”, apenas a ricos poderosos e estudantes da área. Portanto, é preciso que haja uma democratização do acesso às informações no que tange o futuro de cada ser humano e que merece poder influenciar na sua pobre e curta passagem por este planeta.

Em última instância, cabe ao Ministério da Saúde e o Ministério da Propaganda a disseminação e a acessibilidade do tema e seus efeitos na sociedade humana, não apenas se limitando ao meio televisivo, é de extrema importância que os propagem por meio da “internet”, o que inclui as famosas e bastante utilizadas redes sociais. Após tornarem a discussão mais acessível e real a todos, enfim teremos a possibilidade, com a potência adequada, a devida e necessária análise dos desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética no que se refere a vida humana na Terra.