Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 16/11/2020
O pensador e filósofo Rubens Alves afirmava que “as escolas têm a capacidade de proporcionar voos para o aprendizado ou aprisionar os estudantes em gaiolas”. Dessa forma, conclui-se que a base de uma sociedade, é o estudo. Assim, a conciliação da biotecnologia e a ética se torna necessário na ausência de tal herança. Posto isso, a instituição responsável pela culturalização dos cidadãos, a escola, se torna ineficaz junto a uma mídia influenciadora.
Em relação à escola, pode-se dizer que seu modelo conteudista e arcaico impede a sabedoria sobre assuntos relevantes. Segundo o patrono da educação brasileira, Paulo Freire: “se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda. Dessa maneira, observa-se que as instituições escolares se tornam necessárias para a formação cultural dos indivíduos. Logo, sem a escola, os cidadãos não conseguem enxergar a problemática enfaixada na esfera brasileira, propiciando a continuidade desta mazela social.
Por conseguinte, a mídia se mostra influenciadora por não transmitir as informações de forma clara para a população. Nesse sentido, o filme “Robocop” retrata uma situação a biotecnologia ultrapassa os limites da humanidade. Analogamente a essa obra, pode-se perceber uma certa romantização da mídia ao banalizar e enaltecer acontecimentos desse tipo. Dessa forma, observa-se uma cultura midiática que visa o lucro, realizando um cenário de espetáculo em cima do ocorrido.
Portanto, é mister que haja medidas para efetivas para solucionar essa questão. Para tanto, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve implementar uma matéria transversal na grade curricular das escolas do Brasil. A matéria seria sobre os perigos da biotecnologia e seus benefícios se usada de forma correta. Para isso, é necessário que ocorra a capacitação docente dos profissionais envolvidos. Assim, almeja-se uma evolução técnica e humana na sociedade.