Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 13/11/2020
No violão, para obter os sons desejados, deve-se combinar notas e acordes, a fim de formar uma melodia harmoniosa – e, assim, é a biotecnologia no contexto vigente, que precisa estar em equilíbrio com a Ética e outros fatores sociais. Contudo, na atual conjuntura, a negligência com a conciliação dessa biotecnia com os valores morais - como a já citada, ética - vem apresentando um grande aumento percentual, visto que os grandes redentores de poder científico e governamental visam, apenas, ao lucro. Desse modo, alterações são necessárias.
No filme “Cópias: De Volta à Vida”, logo após um grave acidente de trânsito, que matou toda a sua família, um neurocientista sente que perdeu o sentido da vida - e, utilizando seu meio de trabalho, ele se torna obcecado em trazê-los de volta. Concatenadamente, percebe-se que o filme retrata um cenário antiético, no que tange as leis da natureza e governamentais. Assim, com o não entendimento entre os dois âmbitos já citados, o futuro do país pode ser ameaçado, uma vez que subdivisões de grandes pesquisadores podem se aproveitar do monopólio de informação para agirem de forma individual - ignorando, dessa forma, a lei n.º 11.105, que estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização sobre aas ações direcionadas à utilização da biotecnologia no geral.
Segundo o filósofo Sigmund Freud, o ser humano carrega dois potenciais, o de amor e de destruição, inerentes à condição humana. Porém, aparentemente, a tecnologia é neutra, podendo ser usada para o bem e para o mal - todavia, tal afirmação é falsa, pois a inteligência é produzida por seres humanos com objetivos determinados e, portanto, não pode ser considerada neutra. Logo, como um exemplo, tem-se o uso de alimentos transgênicos, que foram desenvolvidos com o intuito de trazer benefícios para as plantações - como resistência a herbicidas e pragas e aumento na produtividade -, mas também para os consumidores - produção de substâncias medicinais e maior qualidade nutricional. No entanto, nada foi comprovado pela indústria da engenharia alimentícia, ou seja, tais modificados podem trazer entraves a longo prazo para a população. Assim sendo, a criação de tal exemplo, já citado, foi exclusivamente “humano”, e com o interesse presente, ignorando o prejuízo futuro. Tendo em vista isso, a atividade da indústria biotecnológica precisa de agregar-se aos princípios morais.
Portanto, para que haja mudanças, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve criar um Plebiscito, que julgue cada nova criação, da biotecnologia, dentro das normas éticas. Dessa forma, a população, conjuntamente ao Governo, deve participar e entrar em um consenso sobre o que é o melhor para o futuro da nação - e, para uma maior abrangência, tal plebiscito será transmitido ao vivo, pelas redes de comunicação. Destarte, a ética e a biotecnologia poderão entrar em concordância.