Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 13/11/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com os desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelos atos invasivos genéticos de procedimentos e pelo impacto social e ambiental, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
A priori, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que os atos invasivos genéticos leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura.), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente aos desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno. Outrossim, questões sociais estão intimamente ligadas à Biotecnologia e a Ética. Nesse âmbito, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago em sua obra ”Ensaio sobre Cegueira“, caracteriza a alienação da sociedade frente às demais realidades sociais, a qual é fomentada pelo impacto social e ambiental a fim de intervir alterando o fluxo humano estudado pelo cientista, podendo criar características. Por isso, a Ética deve impor os limites do poder humano, atitude que causa obstáculos na relação com a Biotecnologia. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino para formar indivíduos conscientes e autorreflexivos, capazes de intervir e melhor a sociedade em que vivem.
Portanto é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para isso a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que a ONU (Organização das Nações Unidas) promova reuniões internacionais para discutir e impor limites jurídicos e morais, por meios de palestras com representantes de cada país especializados no assunto. Com o intuito de estabelecer equilíbrio e limites entre a Biotecnologia e a Ética. Somente assim enfrentarão as dificuldades e desigualdades com um olhar de mudança.