Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 14/11/2020
De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), “biotecnologia significa qualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas biológicos, organismos vivos, ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos para utilização específica.” Após as evoluções tecnológicas da Terceira Revolução Industrial, observamos avanços da área biotecnológica, em que a partir de organismos vivos, cria produtos para melhorar a forma como vivemos, usando de conhecimentos acadêmicos, experimentação e constante inovação. Entretanto, a Biotecnologia possui d desafios de conciliação com a Ética, devido a atos que podem ser considerados invasivos e ao seu impacto social e ambiental.
Em primeira análise, é necessário ressaltar que Apesar desta ciência já existir há milênios, o termo “biotecnologia” foi criado apenas em 1919 pelo engenheiro húngaro Karl Ereky. Foi também no período das Guerras Mundiais que houve um aumento expressivo em estudos para a fabricação de explosivos e munições através da utilização de produtos biotecnológicos. Aconteceram também outros avanços no segmento como a descoberta da penicilina por Alexander Fleming, em 1928.
Além disso, é válido também abordar que os impactos das ações da Biotecnologia, marcadores moleculares, que permitem a análise da diversidade genética e os testes de paternidade e a engenharia genética, também chamada de tecnologia do DNA recombinante, que possibilita a obtenção de transgênicos, denominação ampla dada aos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) podem gerar problemas como o preconceito. Por isso, a Ética deve impor os limites do poder humano, atitude que causa obstáculos na relação com a Biotecnologia.
Verifica-se então, a necessidade da Organização das Nações Unidas definir limites sociais, éticos e jurídicos. Tendo em vista, o objetivo de encontrar o equilíbrio entre a Biotecnologia e a Ética.