Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 15/11/2020

Depois das evoluções tecnológicas da Terceira Revolução Industrial, as influências das modernidades se amplificaram para diversas áreas e, junto delas, está o desenvolvimento da Biotecnologia. Logo, é lógico afirmar que esse processo demonstra caráter positivo para a sociedade, uma vez que as melhoras na medicina e na agricultura possibilitaram o aumento da expectativa de vida da população e o crescimento da produtividade agrícola. No entanto, apesar desses progressos, a Biotecnologia possui diversos desafios de conciliação com a Ética, devido aos possíveis níveis de atos invasivos genéticos dos procedimentos e os impactos sociais e ambientais de ações bruscas.

Primeiramente, é importante ressaltar que as diversidades das áreas de atuação da engenharia biotecnológica são, sobretudo, mais vistas na área da genética e, por isso, precisam de mais cuidado, fator restrito pela Ética. Assim,  como exemplo, pode-se citar, de mudança mais invasiva, a adulteração genômica de determinada espécie, segundo o site “Biologia para Biólogos”, a ferramenta CRIPR-Cas9, ou seja, o homem possui a hipótese de, em pouco tempo, poder alterar características dos genótipos de um embrião, como a escolha da cor dos olhos daquele futuro feto. Dessa forma, polemicamente, os procedimentos citados interferem no comportamento e nas características naturais do ser vivo, o que pode ser prejudicial ao equilíbrio ambiental. Logo, a Ética age com o pluralismo moral e avalia, felizmente, as circunstâncias que não são viáveis aos valores humanos e podendo conflitar com a Biotecnologia.

Segundamente, é conveniente, também, falar dos impactos das ações da engenharia biotecnológica na coerção da relação do ser humano com o meio ambiente é dificultado na conciliação desse setor com a Ética. Historicamente, no século XIX, o naturalista Darwin tratou a seleção natural como mecanismo de adaptação e sobrevivência dos seres. Dessa maneira, a intervenção humana altera o fluxo estudado pelo cientista, podendo criar características ou redes ecológicas indesejáveis. Por isso, a Ética deve impor os limites do poder humano, atitude que causa obstáculos na relação com a Biotecnologia.

Por isso, diante do que foi dito, cabe à Organização das Nações Unidas, promover debates internacionais para tratarem de limites jurídicos, culturais e morais das modificações genéticas, por meio de representantes de todos os países do mundo e professores especializados no assunto. Fazendo com que tenham como objetivo estabelecer o equilíbrio entre a Biotecnologia e a Ética com a ajuda de indivíduos atuantes das decisões globais. Enfim, o mundo poderá superar esse problemática.