Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 15/11/2020

O avanço da ciência permite que plantas, animais e pessoas tenham genes geneticamente modificados, esse fator pode prolongar a vida das plantas e consequentemente aumentar a produção de alimentos, já no âmbito pessoal possibilita que uma criança nasça imune a uma doença. Em contrapartida os riscos que a biotecnologia pode causar são imensamente sérios e pode colocar em risco a seleção natural da espécie humana e a biodiversidade da flora, além muitas vezes não conseguir sustentar os pilares da ética. Nesse contexto cabe avaliar as problemáticas e consequências referentes a biotecnologia na sociedade.

Segundo o instituto de pesquisa CÉLERES os principais transgênicos de 2017 a 2018 no Brasil eram soja, milho e algodão com em média 84,1% de produção cada, o que representa muita coisa diante do total. Apesar da durabilidade e beleza desses alimentos geneticamente modificados, o excesso deles pode fazer muito mal a saúde da população, como o aumento de alergias, maior resistência a antibióticos e eles podem influenciar na produção de hormônios no corpo tanto em crianças quanto em adolescentes.

Em segunda análise, há casos de alterações genômicas bem sucedidas, o cientista chinês, He Jiankui, removeu uma proteína do DNA de 2 irmãs gêmeas e impediu que elas contraíssem o vírus HIV, porém ainda não se tem a segurança do método, desse modo pode-se atingir outro gene indesejado e causar por exemplo uma mutação. Ademais questões sociais devem ser colocadas em pauta, o ato de poder escolher como um bebê pode nascer coloca a tona pontos éticos que são questionados, como a situação de que somente pessoas financeiramente estáveis podem escolher as características do filho, traz a marginalidade e reforça padrões de beleza e a desigualdade.

Infere-se, portanto que medidas são necessárias para solução dessas problemáticas, é imprescindível que o Departamento de Polícia Federal (DPF) fiscalize os órgãos responsáveis pelo uso da biotecnologia tanto em plantas como em seres humanos, com profissionais adequados e ferramentas específicas, por meio de idas semanais ao local de trabalho, dessa forma, haveria ainda maior abertura para que novas pesquisas fossem realizadas, a fim de tornar os métodos cada vez mais saudáveis e com menos riscos, somente assim a biotecnologia deixaria de se tornar um medo global e se tornaria revolucionária.