Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 12/11/2020
Desde de 1985, o termo “Bioética” como ferramenta das ciências da vida dedicada aos assuntos sem consenso moral, a humanidade avançou a passos rápidos no quesito biotecnologia. Porém, avanço não significa progresso quando é necessário superar novamente os desafios passados, atrasando o trabalho dedicado aos novos.
O homem é responsável, desde que consciente da sua ação na Terra, por diversas mudanças ambientais e geográficas na superfície do planeta de acordo com a biotecnologia moderna. Afetados pela atividade humana, os diversos organismos vivos que coexistem são pegos no emaranhado urbano-industrial que devasta ecossistemas e, atualmente, a biosfera. E, ao revisitar um impasse bioético inúmeras vezes discutido, o desenvolvimento humano é novamente colocado em cheque pelo seu dever moral de proteção à vida, num intuito de proteger também as próximas gerações.
Os desafios de conciliação entre ética e biotecnologia esperam na fila por ser um assunto tabu na sociedade enquanto os primeiros temas da bioética continuam sendo urgentes. Desta forma, a evolução científica é retardada ao não abordar e resolver de maneira célere os problemas éticos e morais que atualmente que contemplam assuntos genéticos explorados pela biologia molecular como a transgenia humana em prol da saúde, modelamento genético na agronomia para alimentação e clonagem animal.
Com isso, os desafios à bioética gerados pela biotecnologia permanecem pobremente discutidos e não são, nem serão abordados enquanto a humanidade não resolver de maneira eficaz os seus impasses morais de base. Assim, torna-se necessário a instauração de fóruns e mutirões, promovidos pelos centros de educação científica, que ensinem a ética de maneira eficaz nas cidades e comunidades, no intuito de moralizar a convivência humano-habitat e promover avanços tecnológicos nos assuntos atuais, que demandam urgência.