Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 16/11/2020
De acordo com Darwin, “a humanidade está em um processo de desenvolvimento contínuo”. Portanto, pode-se entender que as relações interpessoais e a tecnologia são o resultado dessas interações. Em seguida, surge a biotecnologia, que é a principal responsável pela promoção do desenvolvimento saudável, mas é preciso estabelecer limites morais para não usar a biotecnologia de forma errada, por isso é preciso superar desafios para resolver esses problemas.
Em uma primeira análise, sabe-se que a medicina se desenvolveu quando a tecnologia passou a ser usada para tratar doenças que exigiam quimioterapia (como o câncer), tecnologia que incluía o uso de máquinas que emitem radiação ionizante. Como resultado, foi evidenciado pela “tecnologia que conduz o mundo” de Steve Jobs, o número de pessoas que sobreviveram a essas doenças aumentou. Nesses casos, a ética deve ser observada, pois a biotecnologia é utilizada para melhorar a condição humana.
Além disso, é necessário analisar os efeitos colaterais do progresso tecnológico, porque as pessoas mais ricas começaram a usar a engenharia genética para selecionar as características de seus filhos e gerar lucros em suas empresas. Como resultado, a vida e a moral das pessoas são negligenciadas, e a teoria da socióloga Hannah Arendt de “banalização do mal” foi confirmada porque, visto que ao modificar a forma de um alimento sem estudar seus efeitos no homem, por exemplo, o indivíduo pode ser acometido por alguma modificação genética irreversível.
Por isso, o estado é obrigado a investir na pesquisa universitária de estudantes das áreas de saúde e tecnologia, por meio de bolsas de incentivo beneficiando os melhores alunos, para que os conhecimentos desses grupos se unam e o desenvolvimento humano continue. Da mesma forma, o Ministério da Saúde deve examinar o uso da biotecnologia no cotidiano dos homens, investigando a real necessidade de usar esse benefício para garantir o respeito e a saúde pessoal.