Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 16/11/2020
Durante a Segunda Guerra Mundial, cientistas nazistas realizaram diversas experiências biológicas com as pessoas que viviam nos campos de concentração. A exemplo disso, há os testes em gêmeos, que consistiam na aplicação de substâncias tóxicas em um dos irmãos e, posteriormente, na análise do que ocorria com o outro. Tais experiências permitiram o desenvolvimento da medicina daquele período. Todavia, o custo desse avanço científico foi extremamente elevado, pois muitas de pessoas morreram durante os testes nazistas. Analogamente a isso, pode-se afirmar que a biotecnologia, que tem crescido vertiginosamente nos últimos anos, é uma ciência recente que tem trazido benefícios à sociedade. Todavia, seus impactos negativos podem pôr em risco a vida de muitas pessoas. Logo, evidencia-se a necessidade de uma legislação eficiente que delimite a atuação dessa ciência medicinal e também que assegure a proteção dos seres vivos em relação os malefícios que tal ciência pode lhes causar.
Em primeira análise, é necessário ressaltar que a biotecnologia é um campo do conhecimento que surgiu há poucas décadas. Logo, não há ainda legislações mais incisivas na delimitação da forma de atuação dos profissionais dessa área. Muitos métodos de aplicação das ciências biotecnológicas ainda são debatidos nos dias hodiernos. A exemplo disso, há a manipulação dos genes do feto para a geração de um filho com características consoantes aos anseios dos pais. Segundo informações do site “BBC”, muitos países já baniram totalmente a prática de testes desse tipo. Em outros, como a Inglaterra, cientistas podem realizar pesquisas em embriões descartados na fertilização, mas é proibido se desenvolver um feto. Logo, evidencia-se a ausência de regulamentações comuns a todos os países.
Em segunda análise, há a problemática em relação aos ricos de vida que a biotecnologia pode trazer aos seres vivos. O uso de agrotóxicos no Brasil, segundo o médico Drauzio Varella, está acima da média e seu consumo pode desencadear graves problemas de saúde como o câncer e a redução da fertilidade. Logo, evidencia-se que, embora a biotecnologia tenha corroborado a produção de alimentos, o uso de toxinas pode trazer problemas graves aos seres humanos e também aos animais, uma vez que estes também são consumidores dos alimentos produzidos no campo.
Por todas essas razões, e necessário que o Ministério da Saúde promova a criação de uma lei que determine a porcentagem de toxinas que podem ser aplicadas nos alimentos para o combate a pragas. Dessa forma, quantidade de agrotóxicos presentes nos alimentos será reduzida, mitigando as chances de seus consumidores desenvolverem graves problemas de saúde. Dessa forma, ocorrerá a aplicação da biotecnologia no campo de forma mais benéfica. Segundo Steve Jobs, a tecnologia move o mundo, logo, devemos melhorá-la de forma que ela mova os brasileiros para uma melhor condição de vida.