Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 16/11/2020
“Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade.” diz Albert Einstein, cientista alemão. Dessa forma, fica claro a maneira como a tecnologia está presente na contemporaneidade, entre ela, a biotecnologia, que une a tecnologia e a biologia, porem se vê repletas de desafios em questão sobre a ética ou falta dela no meio de atuação biotecnológico, seja pela seleção artificial pelos alimentos transgênicos ou pela “morte assistida.”
Deve-se destacar, de inicio, a seleção artificial pelos alimentos transgênicos como um dos complicadores desse tema. Segundo dados de um relatório de 2018 do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia (ISAAA), o Brasil está em segundo lugar quando o assunto é plantação de transgênicos no mundo. Assim, fica claro como a modificação de sementes para uma melhor adaptação e produtividade ja se tornou algo comum na sociedade, entretanto, as consequências dessa modificação pode ser notada futuramente em um colapso ambiental, já que, influência todo um ecossistema, por levar a espécies em extinção e empobrecimento do solo, gerando uma reação em cadeia, ou seja, há certo negligenciamento, já que diz claramente no artigo 16 da Constituição Federal de 1988, que é dever da população e do poder público zelar pela preservação e conservação do meio ambiente, e a realidade é bem discrepante.
Outrossim, vale ressaltar que a situação é agravada pela “morte assistida”. A frase “Qualquer tecnologia suficientemente avançada é equivalente à mágica” dita pelo escritor britânico, Arthur Clarke, evidencia o claro poder da tecnologia na vida de pessoas, e claro, a biotecnologia. A eutanásia, ato intencional de proporcionar a alguém uma morte indolor para aliviar o sofrimento causado por uma doença incurável ou dolorosa, é bem discutida em relação ao seus valores éticos, ja que que diz claramente na constituição em seu artigo 5, a inviolabilidade do direito à vida, o que é totalmente contraria a função desse método de “alivio” que o intuito é tirar a vida. Pois, o estado garante o direito à vida, dessa forma proíbe a morte provocada, dessa forma, é necessario uma reavaliação sobre o método e se necessário uma melhor adaptações nas leis para evitar novos confrontos sobre o caso.
Por conseguinte, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, criem novas politicas com o intuito de medidas alternativas para amenizar os impactos dos transgênicos no meio ambiente, como a agroecologia, e divulguem em redes sociais e mídias alternativas, os problemas gerados por esses produtos, para que a população tenha consciência sobre seu consumo, e junto com o poder legislativo e executivo, novos estudos e medidas para amenizar questões sobre a eutanásia, seguindo corretamente as leis e a ética.