Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 15/11/2020
Toma-se conhecimento de que a biotecnologia vem ficando cada vez mais avançada, desde a clonagem da ovelha “Dolly”, na década de 1990, até os dias atuais, com a criação dos alimentos transgênicos. Porém, é necessário refletir numa questão que assola a área, que é o desafio para conciliar essa ciência com a ética. É preciso que se estabeleçam limites à essas tecnologias, tendo em vista que ela torna possível a reprodução artificial de seres vivos e a produção de frutas e verduras modificadas geneticamente, algo que muitos acreditam ser errado.
Em primeiro plano, convém lembrar que a biotecnologia consiste na combinação da biologia e da tecnologia, assim, permitindo alterações genéticas tanto em alimentos, quanto em organismos vivos. Por exemplo, com o surgimento das comidas transgênicas, as colheitas tornaram-se mais resistentes e produtivas, assim, auxiliando a área da agricultura. Ademais, essa tecnologia permitiu a criação de novos tratamentos para o câncer e outras doenças, validando a fala de Steve Jobs, ao dizer que “a tecnologia move o mundo”.
Entretanto, mesmo com os pontos positivos mostrados acima, é válido lembrar que a biotecnologia também pode trazer inúmeras desvantagens. Isso acontece pois a produção de materiais para o consumo humano pode trazer vários problemas ambientais, como desmatamentos e a liberação de organismos modificados no meio-ambiente, o que pode causar mortes de espécies e algo chamado de poluição genética. Com isso, percebe-se que o uso da ética nessa área da ciência é indispensável.
Diante do exposto, é notório que os desafios da conciliação da biotecnologia e a ética devem ser algo a se discutir. Portanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, através de políticas públicas, deve criar leis para regularizar a atuação da biotecnologia, utilizando a ética como base para suas ações. Desse modo, o Brasil terá uma ciência mais baseada na moralidade, assim, gerando um futuro mais tranquilo e saudável.