Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 14/11/2020

Desde a consideração, em 1985, do termo “Bioética” como ferramenta das ciências da vida dedicada aos assuntos sem consenso moral, a humanidade avançou a passos rápidos no quesito biotecnologia. Entretanto, embora essa perspectiva permaneça no senso comum, naturalizando esse modo de pensar, é preciso notar o quanto esse ponto de vista é ingênuo ao possibilitar que o indivíduo se isente da culpa e aponte culpados. Avanços na medicina e nos agronegócios tentam justificar o uso desmedido dessas tecnologias. Para isso, é importante destacar as dificuldades entre a coalizão de ética e biotecnologia e os possíveis malefícios e benefícios à saúde humana.

Em primeiro lugar, No início do século XIX ,Mary Shelley escritora britânica, narrou a estória fictícia do médico Frankenstein, que ao brincar criou um protótipo humano que virou-se contra o seu criador .Embora esse fato seja  inventado ,atualmente a biotecnologia pode desempenhar o papel do fictício médico ,sobretudo com relação às manipulações genéticas .Tais metodologias ,certamente podem trazer prejuízos ao homem ,como é o caso da produção de alimentos geneticamente modificados ,no caso da soja ,cujo plantio se faz necessário o uso de herbicidas prejudiciais à saúde humana.

Em segunda analise, A criação de vacinas ,além dos estudos com células- tronco ,representam descobertas que podem fortalecer a imunização contra patologias infecciosas, no caso das vacinas, bem como ,no tratamento com célula, sendo relacionadas à terapia das doenças degenerativas. A evolução científica é retardada ao não abordar e resolver de maneira célere os problemas éticos e morais que atualmente que contemplam assuntos genéticos explorados pela biologia molecular como a transgenia humana em prol da saúde, modelamento genético na agronomia para alimentação e clonagem animal.

Em síntese, os desafios à bioética gerados pela biotecnologia permanecem pobremente discutidos e não são, nem serão abordados enquanto a humanidade não resolver de maneira eficaz os seus impasses morais de base. Assim, torna-se necessário a instauração de fóruns e mutirões, promovidos pelos centros de educação científica, que ensinem a ética de maneira eficaz nas cidades e comunidades, no intuito de moralizar a convivência humano-habitat e promover avanços tecnológicos nos assuntos atuais, que demandam urgência.