Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 15/11/2020
O filme estadunidense ‘‘Jurassic Park’’ mostra a história de cientistas que conseguem modificar genes de galinhas com os de dinossauro trazendo-os para a vida novamente. No decorrer do filme, com os avanços tecnológicos da biotecnologia, eles adaptam o DNA (ácido desoxirribonucleico) do tiranossauro rex com outros animais, criando uma nova espécie. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que, com os avanços da tecnologia conseguem produzir alimentos transgênicos, ou seja, geneticamente modificados. Contudo, esses alimentos pode não ser bem aceito pela sociedade contemporânea. Isso ocorre tanto pela consequência devastadoras ao meio ambiente, quanto pela ética.
Primordialmente, a biotecnologia já está presente no ramo da medicina como reprodução artificial, uso de células-troncos para fins de tratamento. Além disso, na agropecuária já existem alimentos transgênicos que são modificados para serem mais resistentes as pragas e as temperaturas climáticas. Entretanto, a natureza não está apta para essas mudanças, já que, são geneticamente modificadas pelo homem, ocorrendo a rejeição do meio natural. Posto isso, as queimadas e a mudança no clima é devido ao individuo extrair os recursos naturais e modifica-los.
Ademais, a produção dos alimentos transgênicos tem aumentado gradativamente com o crescimento da população, visto que, esses mantimentos são resistentes as pragas, logo, tornam-se mais viáveis na quantidade da produção. Entretanto, as pessoas não sabem os malefícios de alimentos modificados, tendo em vista que, de acordo com o site “Saúde acate” esses transgênicos podem resultar em desregulamento do sistema endócrino e até mesmo o câncer. Dessa forma, faz-se evidente que é eticamente incorreto a comercialização desses alimentos, uma vez que eles são nocivos a saúde dos seres humanos.
Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas para a conciliação da Biotecnologia e a Ética. Logo, o Ministério da Ciência e da Tecnologia, em consenso com o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério dos Direitos Humanos, deve promover o fim do uso de compostos químicos que prejudiquem a natureza, visando o preservação da flora ambiental. Além disso, os alimentos transgênicos devem possuir identificação no mercado, outrossim, deve haver uma fiscalização mensal sobre as substâncias utilizadas nos mantimentos modificados, com o objetivo de priorizar o bem-estar das pessoas. Tais medidas serão ratificadas pelos Ministérios supracitados, dessa forma, a bioquímica e a ética serão aliados nos avanços humanos.