Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 24/03/2021

Assim como várias outras ideias, o filósofo Zygmunt Bauman discute sobre o consumo desenfreado de tecnologias. Nesse sentido, a biotecnologia é uma vertente da saúde muito importante para o avanço de várias práticas para a humanidade. Entretanto, ao extrapolar o uso dela, pode-se chegar a resultados devastadores, ultrapassando a ética, como na invasão mental não autorizada ou “melhoramento” físico.

Em primeiro lugar, a utilização da biotecnologia para atividades não regulamentadas é algo preocupante e irresponsável. Conforme a ciência avança, as pessoas estão mais vulneráveis à alteração genética ou invasão de privacidade, quando cometidos esses atos por pessoas não éticas. A exemplo, o filme Matrix retrata uma realidade paralela, na qual os indivíduos têm suas mentes controladas por máquinas, isso evidencia que, mesmo havendo prescrição, os que se dizem profissionais podem estar fugindo de normas profiláticas.

Analogamente, a inseção de substâncias também é uma realidade. Não se pode negar que, indivíduos aproveitam-se dos benefícios da biotecnologia para burlar regras, como em uma competição, por exemplo. Assim, pode-se citar o Doping, prática que consiste em aplicar medicamentos no corpo para uma melhor resposta física, algo já realizado por atletas como Vitor Caetano, jogador brasileiro de futebol, como mostrado no site UOL. Confirmando, mais uma vez práticas ilegais de quem tem domínio sobre fármacos.

Portanto, diante da situação, medidas mais restritivas devem ser criadas, sendo necessário que o Ministério da Saúde e da Justiça criem normas como: leis, multas para quem infringi-las e normas de proteção a pessoas afetadas. Outrossim, por meio dessas novas leis será possível atenuar e conciliar a ética com o uso da biotecnologia. Enfim, infrações como a do atleta e situações retratadas no filme diminuirão, além da discussão de Bauman que deixará de ser uma verdade.