Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 15/12/2020
No século V a.C, para conquistar algumas terras, os Assírios envenenaram seus inimigos. Logo, é possível identificar que no ambito político-militar o uso de artifícios científicos para destruição humana é recorrente. Para tanto, no século XXI, com o desenvolvimento científico-tecnológico, o uso da biotecnologia tornou-se uma importante arma de defesa para às grandes potências mundiais. Dessa maneira, a engenharia biotecnológica é marcada por desafios que despromovem a ética como: a utilização de mecanismos biotecnológicos como fonte armamentista.
Em primeiro lugar, as chamadas armas biológicas- feitas a partir de microorganimos em laboratórios, têm alto teor distrutivo, por isso podem ser colocadas como a maior ameça mundial. Desse modo, as nações justificavam a fabricação desses agentes patológicos com o viés patriótico, ou seja, de proteção ao país sob possíveis ameaças de guerra. No entanto, possuir uma armamento totalmente letal à humanidade entra em confronto com as questões éticas que moldam às sociedades. Assim, para Aristóteles, a ética é o fundamento da política, isto é, para alcançar o bem coletivo é necessário ser capaz de conviver com os outros individuos. Portanto, possuir bio-armas atesta contra as civilizações e suas individualidades, logo é um risco para preservação da ética.
Em segundo lugar, apesar da ONU (Oganização das Nações Unidas), proibir o uso e produção de arsenais biológicos em 1970, países como os Estados Unidos e a antiga União Soviética foram vistos coletando vírus , como o Ebola. A partir disso, mesmo com a proibição de tais usos, há a suspeita que ainda nove localidades mundiais pruduzem as bio-armas. Diante disso, a negligência da fiscalização promove ,indubtavelmente, um cenário passivo para o cultivo de atividades ilegais e totalmente nocivas à saúde pública. A título de exemplificação, o filme “Inferno”, narra justamante a criação de um vírus mortal para conter a superpopulação mundial e, por isso, demonstra que essa atividade não é totalmente contida como deveria ser.
Desse modo, se faz necessário adotar políticas mais restritivas enquanto ao uso de microorganismos. Para tanto, todas as nações, assim como o Brasil, por meio de um acordo denominado " Fiscalização das armas biológicas" ,proporcionado pela ONU, serão investigadas anualmente para oberservar possíveis atividades ilícitas, com a finalidade de extinguir qualquer armamento biotecnológico, isto é, armas com potencial patológico. Logo, a operação é restrita, ou seja, os países não saberão em qual período do ano serão analisados, para que não haja nenhuma irregularidade. Dessa forma, a conciliação entre a biotecnologia e a ética estará mais próxima.