Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 05/12/2020

Durante o século 17, o filosofo René Descartes teve suma relevância ao elaborar o Discurso do Método Científico, que para ele era o caminho para garantir o sucesso de uma descoberta. Após anos, tal metodologia evoluiu e participou de grandes avanços medicinais. Entretanto, diante dessas novas invenções biológicas há fortes debates a cerca da margem ética e moral de seus fins. Dessa forma, o processo educacional ineficiente e a insuficiência legislativa contribui para a desafiadora conciliação entre a biotecnologia e ética.

Em primeira análise, é válido ressaltar a importância da educação no desenvolvimento dos indivíduos. Por conseguinte, mesmo com tal valor agregado devido a desigualdade a educação precária pode desencadear carência de assuntos importantes, os quais deixam alunos da rede pública alienados e tornando-se facilmente manipulados e ocultos de avanços acadêmicos. Em contraste a isso, na séria alemã “Biohackers” pode-se perceber forte engajamento educacional visando tornar os alunos autônomos quanto a decisões éticas dentro dos estudos biológicos.

Ademais, quando apoiada e financiada a  biotecnologia pode ter alta capacidade de realizar mudanças na sociedade. Porém, quanto a isso muitos críticos debatem para que os resultados não sejam eugênicos; Movimento brasileiro do século XX que visava por meio de seleção e processos criar uma geração geneticamente modificada apenas com características boas. Desse modo, como a atual legislação possui branda punição para este crime facilita que esse processo - muitas vezes por industrias ilegais- exceda os limites da ética humana.

Portanto, o Ministério da Ciência deve criar por meio de força-tarefa novos artigos e leis sobre os limites dos experimentos biotecnológicos da mesma forma reforçar fiscalizações sobre laboratórios irregulares. Para que por fim, tais avanços medicinais sejam para engrandecimento da humanidade e não para criar novos meios segregacionista.