Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 05/12/2020

De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois os desafios para a conciliação da biotecnologia e a ética no Brasil carecem de mudanças, já que  contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto.

Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para uma melhor reflexão de valores e costumes relacionados a biotecnologia. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato reflete não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais da área de filosofia ética, para uma melhor abordagem contextual, como também na falta de aplicabilidade estatal em programas associados a tecnopolos, voltados ao desenvolvimento técnico não invasivo em seres vivos e infraestrutura de base, medidas essas que dariam limites a ciência e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca do entendimento sobre os empecilhos da ética em função da biotecnologia, pois, não há instrução na íntegra, o que torna mais difícil a luta por mudanças. De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, em sua ‘’Terceira Carta Pedagógica’’, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele, tampouco a sociedade muda. Sob o mesmo ponto de vista do educador, nota-se que, no Brasil, devido à carência na formação de ideias críticas, ações sociais expressivas e uma boa base educacional analítica sobre o respeito da vida animal em detrimento do progresso cientifico, o país não obtém grandes transformações. Isso justifica toda mazela, incompreensão e despreparo social da atualidade.

Depreende-se, portanto, novas medidas para resolver a conciliação da ciência biotecnológica e a ética. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos a respeito do debate aos limites moral da engenharia genética, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, destinados ao público, com materiais de apoio gratuito, participação remunerada de profissionais da área de filosofia ética, biotecnologia e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência.