Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 05/12/2020

Albert Einsten, ainda no século passado, afirmou que a tecnologia desenvolvida havia ultrapassado a humanidade. O que o cientista constatou, se confirma nos dias atuais com as polêmicas éticas que envolvem a biotecnologia, as quais vão desde debates sobre alimentos transgênicos até sobre a manipulação dos fenótipos humanos. Concomitantemente a isso, a mídia e o Estado pouco abordam ou interferem no assunto.

Em primeira análise, fica evidente que a mídia em geral pouco fala sobre a questão, mesmo essa sendo de extrema importância para o desenvolvimento humano nesta e nas próximas décadas. Enquanto laboratórios privados avançam em suas pesquisas genéticas em alimentos, animais e em seres humanos inclusive, o aparelho midiático, instrumento necessário na promoção de discussões éticas, pouco apresenta a problemática para a população. Além disso, por vezes, aborda apenas os aspectos vantajosos da Biotecnologia, sem explicitar como esses resultados podem prejudicar a variabilidade genética humana e intoxicar nossos organismos.

Por conseguinte, sem uma revolta popular, o Estado, que, de acordo com Thomas Hobbes, é necessário para garantir o bem estar da população, raramente promove assembleias legislativas com o tema em pauta. Dessa forma, existe uma insuficiência do poder público em regular a atividade laboratorial, em específico a biogenética, no Brasil.

Portanto, para garantir o desenvolvimento ético da biotecnologia, o Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável pelo desenvolvimento tecnológico, juntamente com a Câmara dos Deputados e o Senado, devem criar leis que delimitem como tais pesquisas podem progredir e, ainda assim, respeitar as barreiras éticas no Brasil. Dessa forma, evitando que a afirmação de Einsten seja cada vez mais reiterada.