Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 14/12/2020

Durante 1933 e 1945, o nazismo, fundamentado no antissemitismo, aplicava experiências científicas, à força, em judeus. Não obstante, no Brasil, mesmo que com consenso, a experimentação intensa com pessoas e criação de híbridos se mantêm e constituem desafios para a conciliação da biotecnologia e a ética. Desse modo, os avanços tecnológicos na área científica, sem matriz na moral, são invasivos e maléficos, ora pelos valores sociais deturpados, ora pelo Poder Legislativo desatualizado.

Mormente, é notória a inversão dos princípios morais pela sociedade. Nesse contexto, surge a temática do “transumanismo”, certa espécie “evoluída” de seres humanos e, por conseguinte, não sujeita à dor e morte. Todavia, no filme “O Espetacular Homem-aranha” vê-se o quão devastador pode ser a interferência extrema na genética, quando o cientista “Curt” introduz em si gene de réptil e se torna mutante. Logo, o desrespeito ético e a exiguidade de limites, dentro das pesquisas, constituem um risco social.

Ademais, a Constituição Federal, promulgada em 1988, não possui especificação suficiente sobre o tema, visto as inúmeras descobertas depois dela. Sob esse viés, cabe citar o filósofo Heráclito de Éfeso, o qual diz nada ser permanente, exceto a mudança. Desse modo, o direito brasileiro se encontra um passo atrás das evoluções na medicina, o que colabora para extrapolamentos. Sendo assim, a inércia da Câmara dos Deputados, frente as transformações, dana a ciência e população.

É imprescindível, portanto, medidas para solução do impasse. Posto isso, concerne ao Ministério da Educação (MEC), por meio de amplo debate com médicos e professores, integrar ao corpo da BNCC a obrigatoriedade de debates em sala de aula sobre bioética - com associação do professor de biologia e o de sociologia - a fim de despertar senso crítico dos danos ambientais gerados por radicalidade científica. Além disso, a Casa Legislativa deve propor para votação emendas que abranjam as inovações vigentes e imponham barreiras. Feito isso, as descobertas não serão sinônimo de prejudicialidade ao ser, como no governo nazista de Hitler.