Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 09/12/2020

Para o filósofo David Hume, a principal característica que difere o ser humano dos outros animais é o seu pensamento, habilidade de ver aquilo que nunca foi visto e ouvir aquilo que nunca foi ouvido. Sob essa ótica, a conciliação da biotecnologia e ética é dificultada pela falta de conhecimento e informação oferecidos à população, que impede inovação e avanço da medicina.

De início é válido destacar, que algumas experiências da medicina só obtiveram sucesso devido a falta de ética de alguns médicos e cientistas, como por exemplo, a descoberta da vacina da varíola, quando o médico Edward Jenner inoculou pus contagioso em uma criança de 8 anos. Experiência que rompe todos os princípios da ética, por não ter um consentimento de um responsável pela criança, prática proibida pela conselho de ética da medicina, porém felizmente obteve sucesso e avanço para a medicina, visto isso fica perceptível a necessidade de impor limites às pesquisas laboratoriais.

Além do mais, de acordo com o biólogo Gregor Mendel :“As espécies são fixadas dentro de limites além do quais não podem ser alterados”, fazendo analogia aos produtos transgênicos que possuem o DNA modificado afim de apresentar melhorias na produção, porém riscos aos seres humanos. Em 1990, foi criada Dolly, a 1° ovelha clonada, que apresenta problemas  de saúde como envelhecimento precoce. Logo, é de suma importância experiências laboratoriais, desde que seja de total consciência da cobaia e dentro dos princípios da ética.

Dado o exposto, o CFM- Conselho Federal da Medicina-, juntamente com a mídia, deve apresentar para a população a importância das cobaias, que não são deixadas de lado, para o desenvolvimento da medicina. Execendo também uma maior fiscalização nos centros de pesquisas para que não tenha nenhuma infração de princípio ético.