Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 16/12/2020
A ética de Jeremy Bentham, filósofo utilitarista, é baseada em ações da caráter pragmático, o qual consiste em atitudes que benefificiam o máximo de pessoas, mesmo que um pequeno grupo seja prejudicado. Análogo à esse pensamento, são as problemáticas associdas a técnicas das biotecnologia, como o uso de plantas transgênicas na agricultura e a utilização da edição genética para fins de manipulação de aspectos físicos de um indivíduo, pois com uma prerrogativa de trazer avanços na medicina e no estilo de vida das pessoas, acarretam contratempos, os quais devem ser abordados.
Diante desse contexto, a distribuição de alimentos transgênicos é um empecilho que deve ser salientado. Neste sentido, de acordo com o economista Thomas Malthus, a população cresce de maneira exponencial, enquanto a produção de alimentos aumenta em progressão aritimética, o que resultaria em uma crise de fome em escala mundial. Entretanto, com o avanço da Revolução Verde e da biotecnologia essa previsão do britânico pode se torna incoerente. Todavia, essa técnica é usado para gerar o aumento da urilização de agrotóxicos na plantação. À vista disso, o consumo desse tipo de alimento acarreta consequências como a elevação do número de indíviduos com câncer, por conta do efeito mutagênico desse produto. Dessa maneira, os sujeitos beneficiados com os trangênicos são os donos dos complexos agroindústrias, os quais lucram nas custas de vidas humanas.
Outrossim, é de suma importância debater os efeitos das alterações genéticas em humanos. Sob essa perspectiva, segundo o escritor Nelson Rodriges, o brasileiro é um Narciso às avessas, ou seja, valoriza a imagem do estrangeiro, ao passo que desdenha da própria cultura e valores. Diante disso, é possível deduzir que essas mudanças serão utilizadas para construir indivíduos euroupeizados, pessoas com olhos claros e pele branca, em razão de que a mídia divulga essas características como um padrão estético, o qual deve ser seguido. Resultado disso, é o aumento do preconcetro racial e o desaparecimento de diversas etnias, em função da engenharia genética.
Portanto, medidas devem ser formuladas a fim de conciliar a biotecnologia com a ética. Para isso, é fulcral que o Ministério da Educação invista nas universidades públicas, por meio de um planejamento econômico, o qual poderá utilizar verbas de investidores estrangeiros e ONGs ambientalista, como o Greenpeace, com intuito de desenvolver estudos sobre a segurança da utilização dos trangênicos no meio ambiente e para as pessoas. Além disso, é importante que o Ministério da Saúde planeja decrete a utilização de alterações genéticas para fins, exclusivamente, medicinais, por intermédio de debates com agentes da saúde, para construir uma sociedade mais integrada e mitigar o racismo, Dessa forma, os ideais de Bentham não serão utilizados pelos agentes governamentais.