Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 15/12/2020

O físico alemão Albert Eistein, cujos estudos propiciaram inúmeros avanços tecnológicos, alertava sobre a possibilidade da humanidade usar a tecnologia de forma anti-ética. Torna-se válido,portanto, perceber que há um intenso debate sobre os limites que a biotecnologia deve obedecer. Esse problema, cujas causas se relacionam, sobretudo, com o capitalismo que estimula quaisquer atividades que possam gerar lucros e acarreta o uso ostensivo e imprudente da biotecnologia.

Em seu livro Vida para Consumo, o sociólogo Zigmunt Baumam critica o capitalismo, que em prol de obter lucros, ultrapassa os limites da ética. Nesse sentido, a lógica capitalista impulsiona pesquisas no campo da biotecnologia com o objetivode lançar um novo produto no mercado, mesmo que esse seja algo desnecessário, assim evidenciando o caráter anti-ético desses avanços nessa área.

Nesse viés, a biotecnologia sendo usada de forma imprudente pode trazer consequências negativas e inesperadas as populações. Muitos produtos trangênicos e geneticamente modificados podem ocasionar reações adversas ao organismo do indivíduo, por conter substâncias que o organismo pode não conseguir digerir.

Pode-se inferir que medidas são necessárias para que a biotecnologia respeite os limites da ética, como preconiza Albert Eiestein. Para tanto, o Ministério da Educação deve, com o auxílio do Ministério da saúde, desenvolver campanhas nas instituições de ensino, com palestras ministradas por profisisonais da área da biotecnologia,  para conscientizar a população, sobretudo os mais jovens, sobre o consumo imprudente de produtos geneticamente modificados e transgênicos, para assim a populaçao consumir esses produtos de forma consciente.