Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/12/2020
Na década de 1990, divulgou-se a primeira clonagem bem sucedida de um mamífero, a ovelha Dolly, configurando importante avanço em alguns ramos da ciência, como a biotecnologia. Entretanto, a notícia também aumentou debates já existentes a respeito de questões éticas, uma vez que, processos que envolvem a edição de material genético, apesar de possibilitarem avanços significativos e benéficos, podem ocasionar consequências ainda pouco conhecidas.
Inicialmente, é importante destacar que mecanismos de alteração do código genético configuram um importante avanço científico e propiciam grandes melhorias. Exemplo disso é encontrado no setor da agricultura onde técnicas semelhantes possibilitam o desenvolvimento de matéria prima mais resistente à fatores externos como fungos e insetos e a diminuição do uso de agrotóxicos, aumentando a produção e tempo de validade destes alimentos, que são conhecidos como transgênicos.
Entretanto, outro ponto a ser considerado é o fato de que a biotecnologia ainda é um ramo recente na ciência, sendo, desta maneira, difícil prever as consequências de processos que a utilizam. A ovelha Dolly, citada anteriormente, morreu em decorrência do desenvolvimento de doenças precoces, aumentando discussões éticas sobre procedimentos como o utilizado em sua clonagem.
Evidencia-se, portanto, que os processos realizados através da biotecnologia, são de notória importância em diversos áreas, porém, por ainda se tratar de uma área recente, se faz necessário cautela ao utilizá-los. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceria com Universidades promover estudos científicos que visem abranger o conhecimento nesta área e ampliar pesquisas já existentes, como o uso de terapia genética na cura de doenças raras. Desse modo, contribuindo para conciliação entre biotecnologia e ética.