Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 25/12/2020

A ciência sempre busca inovações relevantes - um exemplo das vacinas, da quimioterapia e experimentos que auxiliam a sociedade. Contudo, observa-se que a utilização da ciência implica uma conciliação entre a tecnologia e a ética. Nesse sentido, a bioética é o que define, por exemplo, o uso de animais em experimentos, a legalização moral do aborto e outras práticas relacionadas, devendo, por isso, ser discutido e solucionado.

Em primeiro plano, a tecnologia é primordial no desenvolvimento de um país. Nessa perspectiva, ela contribui diretamente na saúde, educação e na economia. No entanto, presencia-se uma tendência do homem em descartar o conceito da bioética, ou seja, o estudo dos problemas através de experimentos científicos no limiar da ética. Nesse ínterim, a biotecnologia tem relação direta com a propagação de ideias eugenistas que estuda os agentes com uma seleção com base hereditária e excludente.

Outro ponto relevante, nesse contexto, é a importância da biotecnologia no âmbito de prevenção de doenças e erradicação de teorias fictícias. Paralelamente a isso, a comercialização do material genético também é um desafio para a combinação da tecnologia e da ética. Nesse seguimento, verfica-se na realidade a falta de medidas governamentais que visam regulamentar o uso conciente de biotecnologia, de modo associado com a ética.

Infere-se, portanto, que existem entraves na solidificação de políticas que visam o uso correto da biotecnologia em âmbito nacional. Logo, urge que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações promova uma regulamentação das práticas de biotecnologia no Brasil através de um projeto de Lei. Esse programa deve ocorrer por meio da Câmara Legislativa - essa deve votar com o fito de desconstruir as ideias eugenistas. Destarte, medidas visam combater o impasse das dificuldades em conciliar a Biotecnologia e a ética para que os conceitos bioéticos sejam vizualizados na realidade.