Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 14/01/2021
Segundo Paulo Freire, notório educador brasileiro, a democracia existe para fazer justiça. Infelizmente, diversos entraves foram encontrados no desenvolvimento desse ideal, dentre eles, destaca-se devido à sua relevância na conjuntura hodierna, a conciliação entre o desenvolvimento biotecnológico e a ética. Assim, percebe-se que a pouca intervenção social e a ineficácia do Estado na solução desse infortúnio são alguns dos fatores que dificultam a amenização desse desafio, agravando a situação.
Em primeira análise, percebe-se uma pouca mobilização popular diante do debate sobre a conciliação entre a biotecnologia e a ética, representando um fato social patológico a ser superado. Segundo Émile Durkheim, sociólogo francês, os fatos sociais são acontecimentos que moldam a ação individual, todavia, esses podem se tornar patológicos, danificando a ordem estabelecida. Nessa lógica, nas circunstâncias atuais, se a pouca ação popular é normalizada acerca do enfrentamento dos desafios para a harmonia entre a biotecnologia e a ética, a solução da problemática estará cada vez mais distante. Dessa forma, à medida que a sociedade pouco atua frente ao tema, o atraso no desenvolvimento biotecnológico é agravado, promovendo um dano à democracia.
Em segunda análise, é irrefutável a ineficiência das autoridades na resolução desse problema, visto que ele persiste no contexto atual. O filme “Democracia em Vertigem”, da diretora brasileira Petra Costa, descreve o desenvolvimento do sistema político no Brasil. Na obra, a improdutibilidade dos órgãos públicos na resolução dos problemas da democracia é enfatizado. Nesse contexto, de maneira análoga ao documentário, as falhas das instituições públicas são abrangentes a ponto de agravar os desafios para a conciliação da Biotecnologia e a ética. Desse modo, ao passo que o governo atua de maneira ineficaz no processo de concilição entre o desenvolvimento biotecnológico com a ética humana, a construção de uma comunidade diversa, engajada e ativa dificilmente será possível.
Diante dos fatos e argumentos apresentados, tornam-se necessárias reformas na sociedade e no governo. Portanto, o Ministério da Educação deve incentivar a criação de ciclos de palestras em escolas de forma recorrente, por meio de convite aos alunos e familiares, contando com a participação de especialistas na área, pois a educação é uma forma para modificar fatos sociais patológicos, com a finaldade de amenizar a apatia social acerca do tema. Ademais, o Governo, na figura do Poder Executivo, deve simplificar os processos burocráticos, por meio de conrgressos envolvendo os líderes populares dos bairros, para que a eficácia do estado seja alavancada. Assim, certamente a afirmação de Paulo Freire estará mais próxima de ser realizada no Brasil.