Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 06/02/2021

Sobre humanos

A forma como o homem associa os conhecimentos biológicos à tecnologia evoluiu desde os simples medicamentos caseiros até os atuais tratamentos informatizados. Para tal desenvolvimento, é necessário anos de estudos e um problema a ser solucionado; porém, sem testes e experiências, técnicas como fertilização in vitro, membros biôncios e desenvolvimento de células tronco nõ seriam possíveis. Entretanto, tais testes, para não infringir a ética medicinal, devem ser regulamentados.

A teoria da Evolução das Espécies, de Darwin, refere-se ao desenvolvimento lento, gradual e natural do meio ambiente, porém,  a evolução humana permitiu uma supremacia humana sobre as outras espécies. Isso significa que o homem alterou o ciclo natural de desenvolvimento com práticas medicinais para prolongar a vida, reprodução assistida e humanos híbridos aceleraram a evolução humana, contrariando, por exemplo, crenças religiosas de não interferência no próprio corpo. Além disso, para subsidiar o homem, animais e plantas são geneticamente modificados como se apenas o ser humano fosse relevante e digno de inteferir, como um deus, em outras espécies.

A limitação da biotecnologia deve ocorrer por regulamentos baseados na ética. Os testes inescrupulosos em humanos , realizados pelo regime nazista, durante a Segunda Guerra Mundial,  e a ficção “Jurassic Park”, que retrata a incontrolável selvageria dos dinossauros, tinham como premissa a ciência e o entretenimento.Porém, as “cobaisas” e as consequências para a sociedade foram banalizadas ou desconsideradas, trazendo risco para a humanidade e grupos sociais. Dessa forma, faz-se necessário o consentimento e conhecimento amplo pelo paciente e pela sociedade em relação a que tipo de tratamentos e experiências está sendo submetido para que a delimitação do uso da biotecologia atenda a interessses gerais e não aos interesses privados.

Assim sendo, é necessário reconhecer que o desenvolvimento da biologia passa, atualmente, pela tecnologia, e, dessa forma, debates morais e religiosos devem delimitar , através da legislação, a interferência médica na evolução natural