Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 12/04/2021

Na década de 1990, “Dolly” foi o nome dado à primeira ovelha clonada no mundo. Esse experimento representou um marco no desenvolvimento da biotecnologia e pavimentou o caminho para descorbertas posteriores. Contudo, sabe-se que a conciliação da evolução científica e a ética instigam sociedade a refletir, visto que é necessário impor limites para às pesquisas em laborátorios e, sobretudo, promover práticas humanizadas de estudo. Nesse sentido, nota-se uma imagem de desleixo e omissão que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. Na ótica de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de indivíduos sendo maltratados em pesquisas e, por tabela, a ausência de fronteiras entre o aceitável e antiético se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma atuação mais urgente das autoridades, uma vez que a “parte ignorada” colhe todo o azedume dessa mazela, haja vista que a seleção de características desejadas levam a desvirtuação dos princípios da vida. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel tímido do olhar coletivo nessa temática. De acordo com Lya luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes’’, a autora postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Nessa perspectiva, quando a coletividade não enxerga essa esfera com prioridade, gesta-se uma  geração de “dominados” pela ciência, relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social, como na questão do entendimento desses estudos. Dessa forma, é fulcral que a sociedade abdique da ação de inércia, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa área, por meio de verbas destinadas para tal agrura, ampliando os laborátorios de estudos e promovendo uma conscientização acerca de pesquisas mais humanizadas, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, o olhar coletivo precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa temática, por intermédio de palestras educativas e, por extensão, documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que experimentos como o da ovelha “Dolly” sejam feitos com mais cuidados.