Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 12/05/2021

Com o avanço da Terceira Revolução Industrial, diversas tecnologias vêm sendo criadas e com isso, os desafios para a conciliação da biotecnologia e a ética crescem exponencialmente, principalmente no campo da genética e no uso de animais em pesquisas ciêntificas.

Sobre o referido exposto, segundo a comunidade ciêntifica mundial, um dos maiores perigos para a ética na biologia, é a enzima de restrição CRISPR-Cas9. Em síntese, esse composto químico consegue cortar e modificar qualquer parte do DNA dos seres vivos em laboratório, sendo muito utilizado na agroindustria para fabricação de transgênicos, logo, pode-se utilizar para alterar as características dos embriões humanos antes mesmo da fecundação. Decerto, essas mudanças esbarram diretamente com a bioética, já que, as pessoas “poderiam” escolher as características de seus descendentes buscando a “perfeição” e dessa forma, chegar à uma padronização bem parecida com a teoria da purificação das raças colocada em prática durante a Segunda Guerra Mundial. Indubitavelmente, é função dos estados barrar essas ações apenas para serem utilizadas na indústria alimentícia para evitar posturas nazistas.

Ademais, é imperativo ressaltar as pesquisas com animais vivos ainda hoje em laboratórios. De acordo com as redes ativistas inglesas, mais de três milhões bixos são usados para esses fins e descartados por ano na Inglaterra, portanto, isso demonstra as falhas na legislação e falta de fiscalização nos campos de estudos experimentais.

Assim, medidas exequíveis no mundo todo são necessárias para conter a irresponsabilidade moral de algumas instituições cientificas. Dessarte, com o intuito de mitigar essas atrocidades a ONU em parcerias com empresas que não ultrapassam os limites da ética, como a Natura, devem espalhar nas mídias os perigos sobre a homogeinização de características e exemplificando com contextos históricos como o holocausto, para que a população não procure meios de cometer esses tipos de atitudes errôneas e aceitem a diversidade de características. Em segunda instância, deve-se também que as bancadas ciêntificas dos países se reunam para legislar sobre atitudes melhores de fiscalização sob os projetos que utilizam animais, pois, a tecnologia hodierna substitui esses tipos de testes, para complemento, compartilhar informações em debates nas fundações de ensino sobre a importância de não consumir mercadorias provadas em seres indefesos. Por fim, os avanços tecnológicos andarão em conjunto da humanidade.