Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 04/07/2021

A quarta revolução industrial trouxe muitos avanços para o mundo hodierno, dentre eles a biotecnologia. Nesse bojo, os desafios para a conciliação da biotecnologia e a ética requerem especial atenção. Acerca disso, cabe debater sobre a lentidão no desenvolvimento da constitucionalização dos limites éticos e o rápido desenvolvimento da biotecnologia, bem como as limitações promovidas pela ética na ciência.

Primeiramente, nota-se que a biotecnologia vem se desenvolvendo rapidamente e as leis que delimitam o que é antiético não conseguem acompanhar tal velocidade. Prova-se isso quando focaliza-se a questão da transgenia em alimentos, de acordo com a plataforma digital UOU, não dá para saber as consequências do consumo de alimentos transgênico a longo prazo. À luz dessa ótica, é difícil saber até onde as leis devem limitar a ciência se as causas e os efeitos ainda não estão totalmente claros para a humanidade. Dessa forma, a descoberta e posteriormente a criação de políticas restritivas sobre a pesquisa traz um enorme desconforto para toda comunidade cientifica, visto que foi gasto tempo e dinheiro em conclusões que não poderão ser mais exploradas.

Outrossim, muitas limitações promovidas pela ética na ciência impede o desenvolvimento do conhecimento. A exemplo dessa situação, tem-se a clonagem, que tempo depois de seu primeiro experimento bem-sucedido- clonagem animal da ovelha Dolly-, essa prática foi colocada na ilegalidade pela constituição brasileira e pelo comitê da ética e pesquisa. Dessa forma, por tratar de novos conhecimentos, é preciso grande cuidado na exploração desse âmbito, porém, é necessário conhece-lo e tirar dessa todos os benefícios que poderiam vir a ajudar a qualidade de vida humana, como a rara doença da fibrose cística e estudos com células tronco.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para a manutenção dos desafios para a conciliação biotecnologia e ética. Nesse viés, cabe ao Estado- agente assegurador de normas e leis- atentar-se às descobertas e andamento das pesquisas brasileiras, por meio de relatórios regulares por parte das empresas de pesquisas, com a finalidade de contar gastos e tempo de pesquisa desnecessário, visto que no futuro esse conhecimento não poderá ser utilizado. Ademais, cabe ao comitê de ética e pesquisa uma reavaliação dos estudos científicos ilegais, por meio de revisão no código de regras e normas, com o fito de promover, com segurança, a ciência e tecnologia.