Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 10/09/2021
Na série inglesa Orphan Black, um cientista cria inúmeros clones humanos em um experimento e distribui cada um em países diferentes para despistar as autoridades acerca dessa pŕática ilegal. Nesse âmbito, o progresso científico pode encontrar barreiras burocráticas e legislativas, as quais foram formuladas para resguardar a integridade do meio ambiente e a ética da sociedade. Dessa forma, é fundamental que o bem-estar das pessoas e da natureza seja conciliado com a evolução da biotecnologia, responsável por grandes avanços nos setores da saúde e da produção de alimentos.
Primeiramente, é perceptível que algumas criações biotecnológicas trouxeram mudanças muito positivas que facilitaram o dia-a-dia da população. Nesse sentido, a insulina sintética foi criada e pôde ser produzida em larga escala através da manipulação do DNA bacteriano, beneficiando os diabéticos de todo o mundo com o aumento da disponibilidade e com a diminuição dos preços. Logo, a difusão de inovações como essa possibilitaram a melhoria da qualidade de vida das pessoas e verdadeiras revoluções, sobretudo, na área da saúde.
Por outro lado, há muitas consequências negativas geradas pelo uso indevido dessas tecnologias. Sob essa óptica. a aplicação desordenada da transgenia de sementes com o intuito de aumentar o lucro dos donos de agronegócios é extremamente prejudicial aos ecossistemas, comprometendo a estabilidade da fauna e da flora a longo prazo. Sendo assim, tais intervenções genéticas devem ser implementadas com cautela, respeitando os limites da natureza.
Portanto, a biotecnologia precisa ser ética e regras devem ser criadas para impedir com que sejam realizadas ações com fins indevidos ou que causem danos, seja no presente ou no futuro. Para tanto, as nações devem se reunir para debater possíveis diretrizes acerca da utilização correta das ferramentas biotecnológicas, a partir da participação da classe científica e de ambientalistas para alcançar um consenso e, assim, tomar decisões que beneficiem a sociedade em geral. Por fim, cabe aos orgãos sanitários de cada país como a ANVISA, no Brasil, e a FDA, nos Estados Unidos, fiscalizarem os laboratórios por meio de visitas ocasionais e sem aviso prévio de inspetores especialistas no assunto que possam identificar algum desvio de conduta.