Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 16/11/2021
A obra cinematográfica “Capitão América”, protagonizada por Chris Evans, relata o surgimento do primeiro vingador como resultado de um experimento humano, a fim de fortalecer o exército americano para acabar com as tropas nazistas na segunda guerra mundial. Fora da ficção, é fato que durante esse periodo desenvolveu-se um amplo campo de pesquisas acerca de armas biológicas. Desse modo, no decorrer dos anos surgiram desafios para concialiar a ética com a biotecnologia. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam os atos invasivos genéticos e os impactos ambientais.
Sob essa perspectiva, faz-se necessário lembrar que a biotecnologia trouxe diversos benefícios para a humanidade, como o desenvolvimento de medicamentos. No entanto, com o avanço da ciência, surgiram muitos processos invasivos, assim como a ferramenta CRISPR-Cas9, que permite a edição gênica, ou seja, alterar genótipos do embrião, como o cabelo e a cor dos olhos, por exemplo. Consequentemente, esses procedimentos promovem um desequílibrio natural, a uniformidade de características, e um padrão de beleza que pode causar distúrbios sociais.
Outrossim, é fundamental apresentar os impactos ambientais como impulsionadores desse conflito. Dessa forma, apesar da biotecnologia proteger as culturas contra insetos, aumentar e agilizar a produção, ela pode trazer alguns consequências, como a poluição do solo e a mutação de seres vivos. Contraditoriamente, no século XIX, o biólogo britânico Darwin abordou a evolução natural como um processo orgânico e fundamental para as especies. Todavia, a interferência dos homens pode mudar esse fluxo e prejudicar o processo evolutivo da fauna e flora.
Portanto, medidas devem ser tomas para mitigar esses desafios. Logo, a ONU -Organização das Nações Unidas- deve regulamentar a biotecnologia, por meio de reuniões internacionas com lideres das nações, a fim de colocar limites na ciência e usá-la de forma benefica, para evitar processos imorais e invasivos, como já ocorreu no passado. Assim, a ética e o avanço biotecnológico estarão em equilibrio, em prol de solucionar problemas da humanidade e manter a naturalidade das coisas.